Crematórios em Portugal: Lista Atualizada por Região (2026)
Portugal tem hoje perto de quatro dezenas de crematórios para pessoas, concentrados sobretudo no litoral, entre o Minho e a Península de Setúbal. Nesta lista reunimos os que conseguimos confirmar em páginas de câmaras municipais, juntas de freguesia e operadores, e em imprensa regional: onde ficam, quem os gere e, quando há informação pública, algum detalhe prático.
Um ponto importante antes de começar: quase nunca é a família que marca a cremação. É a agência funerária que trata da documentação, reserva a hora, transporta o corpo e entrega as cinzas. Use esta lista para conhecer as opções da sua zona e dizer à agência qual prefere.
Como funciona a marcação
- Documentação: a agência reúne o certificado e o assento de óbito e apresenta o requerimento de cremação à entidade que gere o cemitério ou centro funerário (art. 4.º do Decreto-Lei n.º 411/98).
- Marcação: a agência reserva dia e hora. A lei não permite cremar antes de passarem 24 horas sobre o óbito (art. 8.º).
- Receção: no dia, o agente funerário entrega os documentos e paga as taxas. Nos crematórios municipais de Lisboa, a família pode escolher entre cerimónia na capela, despedida no espaço ecuménico ou entrada direta no forno (Manual de Gestão Cemiterial da CML, 2022).
- Cinzas: são entregues, num recipiente apropriado, a quem requereu a cremação, que decide livremente o seu destino (art. 19.º).
Avise a agência logo no início se houve autópsia médico-legal (a cremação precisa de autorização da autoridade judiciária, art. 17.º) ou se o falecido tinha pacemaker ou fez tratamentos recentes de medicina nuclear: a Câmara do Porto pede uma declaração sobre dispositivos com bateria e a de Lisboa não crema corpos com certos tratamentos recentes.
Resumo por região
| Região | Na lista | Concelhos |
|---|---|---|
| Norte | 7 | Porto (3), Matosinhos, Braga, Guimarães, Vila Nova de Famalicão |
| Centro | 8 | Aveiro, São João da Madeira, Coimbra, Figueira da Foz, Viseu, Mangualde, Leiria, Castelo Branco |
| Ribatejo / Médio Tejo | 3 | Santarém, Almeirim, Entroncamento |
| Área de Lisboa | 9 | Lisboa (3), Loures, Oeiras, Cascais, Sintra (2), Vila Franca de Xira |
| Península de Setúbal | 4 | Almada, Sesimbra, Setúbal, Barreiro |
| Alentejo | 2 | Ferreira do Alentejo, Elvas |
| Algarve | 2 | Albufeira, Faro |
| Madeira e Açores | 3 | Funchal, Porto Santo, Ponta Delgada |
Região Norte
Crematório do Cemitério do Prado do Repouso (Porto)
Municipal, no Bonfim. Foi, com o Alto de São João e Ferreira do Alentejo, um dos três crematórios que existiam no país até 2002. Segundo o Portal do Munícipe, é o único cemitério municipal do Porto com cremação, e um atraso de 15 minutos obriga a nova marcação e ao pagamento de uma taxa. Em 2024 a Câmara anunciou a reconstrução do edifício, com o serviço suspenso durante a obra; em agosto de 2026 o portal continuava a indicá-lo como local de cremação. Confirme a disponibilidade.
Crematório de Paranhos (Porto)
No tanatório junto ao Cemitério de Paranhos, gerido pela Junta de Freguesia de Paranhos desde 2015. Tem capelas para velório; as marcações fazem-se de segunda a sábado, das 8h às 18h.
Centro Funerário e Crematório da Lapa (Porto)
Na Rua de São Brás, ao lado da Igreja e do Cemitério da Lapa. Gerido pela Servilusa, por acordo com a Venerável Irmandade da Lapa, dona do cemitério, funciona desde 2014 e tem salas de velório e sala de última despedida.
Crematório do Tanatório Municipal de Matosinhos
Municipal, na Rua de Sendim, junto ao Cemitério de Sendim. Abriu em 2009, apresentado como o primeiro tanatório municipal do país.
Crematório de Braga (Cemitério de Monte d'Arcos)
No Tanatório de Braga, equipamento municipal com exploração concessionada a uma empresa privada. Tem salas de velório, capela aberta a todas as confissões e jardim para cinzas. Fez 484 cremações em 2023 (O Minho).
Crematório de Guimarães
No Cemitério Municipal de Monchique, gerido pela Servilusa numa concessão de 25 anos. Abriu em janeiro de 2022.
Crematório Central Vale do Ave (Vila Nova de Famalicão)
Na Rua da Agra, em Avidos (União de Freguesias de Avidos e Lagoa). Privado, ligado à Funerária Godinho, entrou em funcionamento a 30 de setembro de 2018 como o primeiro crematório do Minho (O Minho). Tem também sala de velório.
Região Centro
Centro Funerário e Crematório de Aveiro
Na Rua Aires Barbosa, junto ao Cemitério Sul. Edifício municipal explorado pela Servilusa numa concessão de 30 anos, inaugurado em julho de 2023 (Notícias de Aveiro). Tem salas de velório e jardim da memória.
Crematório Municipal de São João da Madeira
No Cemitério Municipal n.º 3, gerido pela Câmara desde 2010. A despedida faz-se no piso superior e o forno fica no inferior.
Complexo Funerário Municipal de Coimbra (Taveiro)
O crematório de Coimbra fica junto ao Cemitério de Taveiro, e não na Conchada. Municipal, com exploração concessionada, abre todos os dias das 9h às 17h (Câmara de Coimbra) e tem salas de velório, columbário e jardim para cinzas.
Centro Funerário e Crematório da Figueira da Foz
No Cemitério Oriental, gerido pela Servilusa. Quando abriu, em julho de 2008, era o único crematório da zona Centro.
Crematório de Viseu (a confirmar)
Em 2011 a Câmara lançou a concessão de um crematório no Cemitério de Santiago (anúncio de procedimento n.º 3565/2011, Diário da República), atribuída a uma empresa privada. As listagens do setor incluem-no, mas não encontrámos página oficial atualizada. Confirme com a agência.
Crematório de Mangualde
Privado, na Rua da Paz, a funcionar desde o final de 2016, com sala de despedida e jardim interior.
Crematório de Leiria
Na Rua Cidade de Rheine, junto ao cemitério de Leiria. Resulta de um concurso da Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria, é explorado pela Servilusa e abriu em março de 2019 para servir dez concelhos: Alvaiázere, Ansião, Batalha, Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos, Leiria, Marinha Grande, Pedrógão Grande, Pombal e Porto de Mós (Região de Leiria). A família pode ver a entrada do caixão através de uma parede de vidro.
Complexo Funerário de Castelo Branco
Municipal, dentro do Cemitério Municipal, inaugurado em março de 2017, com sala de velório e sala de despedida.
Ribatejo e Médio Tejo
Crematório de Santarém
No Cemitério dos Capuchos, explorado pela Servilusa desde dezembro de 2020. Tem capela ecuménica e sala de despedida, de onde a família pode acompanhar a entrada do caixão.
Crematório de Almeirim
Construído pela Câmara e gerido pela Junta de Freguesia de Almeirim desde junho de 2020. A Junta publica horários fixos de cremação (10h00, 11h30, 14h30 e 17h00) e uma taxa reduzida para residentes.
Crematório Municipal do Entroncamento
Na Rua da Saudade, no cemitério municipal, explorado por uma empresa privada numa concessão de 30 anos. Abriu em julho de 2020, o primeiro do Médio Tejo, e tem sala de velório, columbário e jardim de cinzas.
Área de Lisboa
Em Lisboa, a cremação já é escolhida em cerca de 60% dos casos, segundo a Câmara. A cidade tem três crematórios municipais; de acordo com o manual da Câmara (2022), as cinzas são entregues num recipiente fornecido pela família, normalmente através da agência.
Crematório do Cemitério do Alto de São João (Lisboa)
O primeiro do país: o forno foi comprado em 1925, esteve desativado a partir de 1936 e voltou a funcionar em 1985. No início de 2025 esteve temporariamente encerrado, e o novo forno de Carnide começou a ser usado nesse período.
Crematório do Cemitério dos Olivais (Lisboa)
Municipal, com dois fornos, instalados em 2002 e 2009.
Crematório do Cemitério de Carnide – Edifício Saudade (Lisboa)
O mais recente de Lisboa, aberto em 2025: edifício multiconfessional com forno crematório, salas de velório e sala para cerimónias de despedida (7 Margens).
Crematório de Camarate (Loures)
No Cemitério Municipal de Camarate, gerido pela Câmara de Loures desde 2009 e remodelado em 2019–2020. Tem sala de despedida e área para dispersão de cinzas (Câmara de Loures).
Crematório de Barcarena (Oeiras)
Abriu em 2013 junto ao cemitério de Barcarena, explorado por uma empresa privada em regime de concessão. Não encontrámos informação oficial recente sobre o funcionamento; confirme com a agência.
Centro Funerário de Cascais (Alcabideche)
O crematório de Cascais, junto ao Cemitério de Alcabideche. Gerido pela Servilusa, abriu em maio de 2016 e tem salas de velório, capela ecuménica e sala de última despedida.
Crematório de Rio de Mouro (Sintra)
Junto ao cemitério paroquial de Rio de Mouro, gerido pela Servilusa desde julho de 2008, com jardim da memória e columbário.
Complexo Funerário de Casal de Cambra (Sintra)
Na Rua de Creta, aberto em novembro de 2020. Segundo a Junta de Freguesia, o crematório funciona todos os dias até à meia-noite; o complexo tem salas de velório, columbários e jardim da memória.
Crematório da Póvoa de Santa Iria (Vila Franca de Xira)
No Cemitério Novo da Póvoa de Santa Iria, gerido pela Servilusa desde outubro de 2010.
Península de Setúbal
Crematório do Cemitério de Vale Flores (Almada)
Municipal, no Feijó, desde 2011: foi o primeiro do distrito de Setúbal. As obras no forno e na sala de despedida terminaram em 2024, e há cremações ao fim de semana através de uma linha dedicada às agências (Câmara de Almada).
Crematório do Cemitério Municipal de Sesimbra (Quinta do Conde)
Fica na Quinta do Conde, e não na vila de Sesimbra. Concessionado a uma empresa privada desde julho de 2011, abre de segunda a sexta das 9h às 17h e ao fim de semana das 9h30 às 17h30 (Câmara de Sesimbra).
CFS – Complexo Fúnebre de Setúbal
No Cemitério da Paz (Estrada de Algeruz), em concessão privada. Funciona desde 2015 e abre todos os dias das 8h30 às 19h.
Crematório do Barreiro
Privado, junto ao Cemitério de Palhais (EN 11-2), inaugurado a 11 de novembro de 2024 (Câmara do Barreiro). Serve o concelho e a região envolvente.
Alentejo
Crematório de Ferreira do Alentejo
Municipal, no cemitério da vila, desde março de 2001. Até 2020 era o crematório mais próximo para quem vivia no Algarve.
Complexo Funerário de Elvas
Na Estrada da Calçadinha, gerido pela Servilusa por protocolo com a Câmara. Abriu em abril de 2008 e foi o primeiro crematório do país com gestão privada.
Não identificámos crematórios em funcionamento em Évora ou Beja; as alternativas mais próximas são Ferreira do Alentejo e Elvas.
Algarve
Crematório de Albufeira
Junto ao cemitério de Vale Pedras, explorado pela Cremal numa concessão municipal de 30 anos. Abriu em março de 2020, o primeiro do Algarve, com dois fornos, capela ecuménica e sala de despedida (Postal do Algarve).
Crematório de Faro
No novo cemitério de Faro, gerido pela Servilusa numa concessão de 30 anos, após um diferendo que atrasou o projeto quase uma década. Abriu em setembro de 2020, e a família pode acompanhar a entrada do caixão através de um vidro ou num ecrã na capela (Postal do Algarve).
Está previsto um terceiro crematório em Portimão, mas não encontrámos confirmação de que já funcione.
Madeira e Açores
Crematório do Funchal
Municipal, no Cemitério de Nossa Senhora das Angústias, em São Martinho.
Crematório do Porto Santo
Municipal, desde 2009. Em fevereiro de 2025 esteve parado por falta de gás (JM Madeira); confirme a disponibilidade.
Ponta Delgada (a confirmar)
As listagens do setor indicam um crematório em Ponta Delgada, mas não encontrámos fonte oficial atualizada. Nos Açores, confirme as opções com uma agência local.
Em projeto e zonas sem crematório
Além de Portimão, há projetos nas Caldas da Rainha e na Marinha Grande que ainda não estavam a funcionar à data desta atualização. Não identificámos crematórios em funcionamento nos distritos de Viana do Castelo, Vila Real, Bragança e Guarda.
Como escolher o crematório
- Disponibilidade: em Lisboa e no Porto a procura é elevada; a agência sabe qual tem vaga mais cedo.
- Distância: mais quilómetros de transporte funerário podem aumentar o custo.
- Cerimónia: confirme se há capela ou sala de despedida, ou se a cerimónia será noutro local.
- Acompanhamento: em Faro, Leiria e Santarém, por exemplo, a família pode ver a entrada do caixão no forno.
- Taxas: algumas autarquias cobram menos a residentes, mas em regra é possível cremar fora do concelho.
Quanto custa uma cremação?
A taxa do crematório é só uma parte do custo, que inclui caixão, transporte, documentação e urna. Veja os valores no nosso guia de custos de cremação. Se procura a opção mais simples, sem velório nem cerimónia, a cremação direta da Cremar custa 995 €, com tudo incluído.
Perguntas frequentes
Posso marcar a cremação diretamente no crematório?
Em regra, quem marca é a agência funerária, que também trata da documentação e do transporte. Alguns equipamentos de juntas de freguesia aceitam marcações por telefone, mas o processo continua normalmente a passar pela agência.
Quanto tempo se espera por uma cremação?
Depende da zona e da época do ano; o mínimo legal é de 24 horas após o óbito. Em picos de mortalidade a espera aumenta: em janeiro de 2021, a associação de agências funerárias ANEL estimava cerca de 72 horas na Grande Lisboa e quatro a cinco dias noutras zonas (Observador).
Quando recebo as cinzas?
Nos crematórios municipais de Lisboa, as cinzas são retiradas no próprio dia da cremação e a agência entrega-as à família. Se ainda não decidiu o destino, veja o que fazer com as cinzas.
Estes crematórios também cremam animais?
Não: os animais de estimação são cremados em crematórios próprios. Veja o guia de cremação de animais.
Precisa de ajuda?
Na Cremar tratamos da marcação, da documentação e do transporte para o crematório mais adequado, em todo o país. Peça uma proposta gratuita e receba um orçamento claro, sem compromisso.
Lista atualizada em outubro de 2026 com base em páginas de câmaras municipais, juntas de freguesia e operadores, e em imprensa regional. Os horários mudam, há obras e abrem novos equipamentos: confirme sempre a disponibilidade com a agência funerária.